A gravidez da Louise, hoje com 4 anos, foi planejada. Durante os 8 meses de gestação (ela nasceu de 35 semanas) eu afirmava que nada mudaria na minha vida com a chegada do bebê. Realmente buscava cumprir com essa minha afirmação até durante a gravidez, cumprindo a minha agenda à risca, sempre incluindo novos trabalhos e eventos inclusive à noite. Mas a que preço?
A Louise nasceu prematura porque estava em sofrimento fetal. Não sentia ela mexer, mas antes de ir na médica para conferir como o bebê estava eu fui trabalhar. Acreditam? Mas a que preço?

Naquele mesmo dia eu dei a luz, uma sexta-feira, dia 24 de agosto, as 21h14. Como respirava de forma ofegante a Louise ficou dois dias na incubadora. Na segunda à tardinha fomos para casa. À noite já comecei a baixar e responder meus e-mails de trabalho. Acreditam? Mas a que preço?

Realmente o nascimento dela afetou pouquíssimo a minha rotina. Quando a Louise estava com 20 dias voltei a participar de reuniões externas e com 40 dias dos eventos à noite. Mas a que preço?

Sempre contei com pessoas para me ajudar. Terceirizava muitos momentos e que não tem mais volta. Eu não dava banho nela, por exemplo, apenas aos finais de semana. Após amamenta-lá nunca tirava um cochilo à tarde ou fazia ela arrotar. Passava para babá e saía às pressas para um compromisso ou outro. Mas a que preço?

Quando a Louise fez 1 ano, engravidamos da Lis. Não foi planejada e me vi sem o controle da situação. Foi complicado e busquei ajuda da Tati Andreola, psicóloga especializada em gestantes e mães. Ela me ajudou muito e aos poucos fui realmente me empoderando da maternidade.
A Lis nasceu de 39 semanas num domingo, dia 1 de junho. Foi nesta data que realmente me tornei mãe. A Louise também nasceu pra mãe Chris neste dia.

Olhando pra trás vejo o quanto estava num estado de euforia pós parto. Não sabendo viver as dores e as alegrias da maternidade. Mas a que preço?

Chris Finger: jornalista, mãe da Louise (4 anos) e da Lis (2 anos)

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